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[Comprar Franquia] Cuidados ao Abrir e as Ciladas que você deve Evitar

Pensando em Comprar Franquia? Descubra se o modelo é adequado para o que deseja e cuidado com o “lado obscuro” deste tipo de negócio! Promessas, Ilusões e muita cautela com os vendedores de negócios infalíveis!

Com a proximidade da ABF FRANCHISING EXPO 2019, que ocorre entre os dias 26-29 de Junho em São Paulo, como de costume, começa a pauta positiva em torno do modelo de negócios “franquias”.

 Mas por que será que até hoje, nunca se divulgou os fracassos de quem abriu franquia e perdeu dinheiro?

 Ou por que é raro vermos matérias reportando a quantidade de lojas fechadas ou repassadas, ou de pessoas que foram iludidas por pequenas ou grandes marcas, que venderam uma falsa promessa de sucesso?

 Ao comprar franquia, muitas pessoas perderam todas suas economias de anos, em menos de 2 anos, depois de iniciarem uma franquia e não obterem êxito.

 Quais as razões, sentimentos e história destas pessoas e suas famílias?

O que podemos aprender com elas, para divulgarmos com maior profundidade os cuidados necessários antes de abrir uma franquia?

Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franquias) um dos principais motivos, se não o principal, que leva uma pessoa a decidir-se por abrir uma franquia, ao invés de um negócio próprio do zero, é o fato das franquias oferecerem maior segurança, pois (teoricamente) seus negócios já foram previamente testados, e com isso são negócios mais maduros e com menor risco ao novo empreendedor.

 Mas será que realmente abrir uma franquia é garantia de maior segurança e sucesso nos negócios?

 Segundo a mesma associação, que reúne e defende os interesses das principais franquias do Brasil perante o poder público, ainda que muitas franquias fechem as portas todos os anos, este índice, das franquias que fecham nos primeiros dois anos após a fundação é de apenas 3%, frente a 23%, que é o número divulgado pelo Sebrae, para mortalidade de pequenas empresas no mesmo período.

 Mas será que trata-se de uma comparação justa?

 A base para comparação é a mesma?

 Ou seja, como pode-se garantir que os 23% da pesquisa do Sebrae é baseando-se em 100 empresas dos mesmos segmentos, mesmas cidades, mesmo capital investido, ou seja, as mesmas bases e pelo menos características parecidas em relação aos 3% apresentados pela ABF?

 É muito interessante estar atento e notar o viés natural e inerente a uma Associação que defende os interesses de uma “classe”, das redes de franquia.

Existe alguém ou alguma forma de questionar estes números? ou eles tem sido considerado como verdade única para boa parte da imprensa, que não tem na maioria das vezes, fontes alternativas ou divergentes para verificação dos números e fatos apresentados.

Como defender quem deseja comprar franquia?

 É importante propor o debate a quem deseja empreendedor no formato de franquias e trazer luz a pontos pouco debatidos no Brasil.

 Os números apresentados pela Associação Brasileira de Franquias, como são coletados? Existe algum tipo de auditoria?

 Não estou aqui questionando a seriedade desta importante entidade, porém é necessário compreender que sua verdade tem o viés de quem defende claramente o interesse e fomento das franquias no Brasil, o que naturalmente não é adequado a todos que desejam empreender.

 Não há no Brasil, quem defenda hoje, pessoas que compraram uma franquia iludidos pelo sonho do sucesso, por promessas de ganhos rápidos e encantados por todo glamour que muitas marcas prometem aos interessados!

 Todos os dias pessoas que sonham com uma vida melhor entram no cemitério de franquias fracassadas, porém sem estatísticas divulgadas.

 Será que existem franquias que não são filiadas a associação e utilizam-se da logomarca da mesma para transmitir credibilidade?

 Como é feito o processo de fiscalização da entidade para garantir que sua credibilidade não seja transmitida injustamente para marcas não associadas?

 Como a associação considera, em número de unidades fechadas, as franquias, ou pseudo-franquias não associadas e seus índices de mortalidade?

 É fundamental a divulgação dos cuidados e riscos naturais envolvidos na abertura de uma franquia, que como qualquer negócio tem seus riscos, naturais do processo empreendedor, ainda mais no Brasil.

Não se pode divulgar que abrir uma franquia é mais seguro em relação a abrir um negócio de marca própria.

Não se pode iludir quem deseja comprar franquia.

Não há nenhuma evidência científica que corrobore com isso, tampouco base de comparação isenta.

 Deve-se questionar essa “máxima” promovida a muitos anos pela ABF, de que abrir uma franquia é “mais seguro”.

 Mais seguro em relação a que?

Ao se comparar os riscos envolvidos na abertura de uma franquia, com diversas novas metodologias utilizadas para construção de startups, baseados no conceito de MVP (Mínimo Produto Viável), para validação de ideias e modelos, verá-se nitidamente que estamos falando de um risco muito maior para abertura de uma franquia, visto o capital normalmente envolvido na abertura de uma unidade franqueada, frente ao baixo valor de investimento sugerido por estas metodologias ágeis para teste de modelo de negócio.

Segundo a ABF, das franquias que fecham as portas antes de completarem 2 anos de vida, 31% deve-se a localização errada, 28% por falta de capital de giro, 19% por falta de treinamento adequado, 14% devido a concorrência, e 8% devido a dependência da sazonalidade.

 Existem ainda muitos outros riscos para se abrir uma franquia no Brasil.

 As histórias de fracasso são acobertadas, e o número de unidades franqueadas que trocam de donos nos bastidores também.

 O negócio de franquias no Brasil se tornou um risco para muitas pessoas que sonham em empreender e comprar franquia

 Muitos empresários experientes, iniciam novos negócios somente para vender franquias, ou seja, eles nem tem lojas próprias realmente validadas e o negócio é focado no público que deseja comprar franquia.

 Muitos franqueadores, entenderam que é mais fácil vender o sonho, a promessa de sucesso, do que vender o Yogurt, a Paleta, o Lava-Rápido, a propaganda no saco de pão, ou a Barbearia Gourmet, além de tantos outros negócios que são ou foram amplamente replicados como franquias no Brasil.

 Cresceram tão rápido como o número de unidades que fecharam e franqueados insatisfeitos e tristes por perderem tanto dinheiro, ao apostar em seu sonho.

 Segundo a ABF, desde 2015 o número de redes de franquia parou de avançar no Brasil. Caiu de 3073 marcas, para 3039 em 2016, e 2845 em 2017.

 Mas e a quantidade de marcas que cresce desenfreadamente sem fazer parte da Associação?

 Será que estas marcas fecharam, ou simplesmente não desejam mais pagar a mensalidade para fazer parte da ABF?

 Um ponto muito interessante e pouco divulgado, são os contratos de franquia, normalmente sempre favoráveis aos franqueadores.

 Os contratos normalmente iniciam-se relatando que franquias como qualquer outro negócio tem riscos e que o franqueador não pode se responsabilizar no caso de fracasso da unidade franqueada.

 Outros pontos que normalmente não são amplamente divulgados são:

 Cláusula de direito de preferência:  Garante ao franqueador a preferência na compra do negócio do franqueado. Ou seja, a franquia terá o direito de escolher se compra ou não a unidade do franqueado desistente. Se não comprar ou conseguir revender, o franqueado acaba sendo obrigado a fechar, pois não pode seguir no mesmo ramo.

Cláusula de quarentena: Impede que um ex-franqueado da rede, ao fim do contrato, tenha no mesmo ponto comercial, em um período que pode chegar a 5 anos, um negócio idêntico ou semelhante ao do franqueador.

Cláusula de raio: Delimita uma determinada área na qual tanto franqueados como ex-franqueados ficam proibidos de montar um negócio que siga o mesmo ramo de atuação da rede de franquia.

Cláusula de rescisão: Regula as hipóteses em que uma das partes rompe o contrato de franquia antes, depois ou mesmo ao término do prazo determinado de vigência do contrato. Normalmente com multas que levam os franqueados a entregar todo seu investimento feito, de mão beijada para que a franqueadora possa novamente vender a outro.

Em relação aos números e divulgação de faturamento feitas pelas empresas franqueadoras para convencer candidatos a comprarem sua marca, atenção redobrada:

  • Faturamento: Normalmente divulga-se apenas o faturamento na maturidade, ou seja, fica oculto do candidato a franqueado o tempo de maturação do negócio. É como se a franquia fosse abrir e já vender a média de todas as outras unidades que já tem mais tempo.
  • Ponto Comercial: Raras as franquias que incluem este valor para apresentar o Pay Back do investimento total feito.
  • Reforma e adaptação: Raras as franquias que colocam valores próximos a realidade. Sempre gasta-se mas com reformas e adaptação do imóvel, e isso prejudica o fluxo de caixa da nova franquia, que já começa muitas vezes com dificuldades de caixa.
  • Lucro: Raras as franquias que explicam aos candidados a diferença entre lucro contábil e fluxo de caixa livre e pró-labore, ou seja, o que de fato o franqueado poderá sacar para uso próprio. Normalmente não é claramente explicado aos franqueados que o lucro no papel, pode estar no estoque ou nas contas a receber.

O pior de todos os tipos de Franquias

Em geral, não se vê matérias ou questionamentos sobre o modelo de franquias.

 Convencionou-se como pauta positiva, divulgar os números positivos coletados pela ABF, em prol da geração de emprego e como alternativa segura de investimento.

 Com pretexto de democratizar o empreendedorismo, surgiram então as microfranquias, que foram encaixadas na lei de franquias, com investimento máximo de até 90 mil reais.

 Tal cenário, foi propício para o surgimento no Brasil, de diversos oportunistas, normalmente empresários experientes que se aproveitam do sucesso envolvido com o modelo de Franquias, para então expandir seus negócios, que não necessariamente seguem os critérios para serem de fato considerados uma franquia.

 Ou seja, são modelos de negócios de representação, ou simplesmente de vendas, disfarçados de franquia.

 São empresas que vendem o sonho do negócio próprio, mas que na verdade, o futuro empreendedor paga para ser um vendedor.

 Se não vender, não tem lucro. O que é uma realidade para qualquer negócio não é mesmo? Mas por que então ter uma franquia? Investir em taxas, e comprar estoque potencialmente mais caro?

 Total contra-senso, pois vendedores devem receber por suas vendas e não pagar para trabalhar e apenas ampliar o tempo para retorno de seus investimentos, tão duramente conquistados.

Decidido a comprar franquia? O que ocorre na prática:

Para expandir seu negócio as empresas criam um modelo de franquias, que nada mais são do que venda porta a porta, pela internet, ou qualquer outro tipo de venda.

Se o franqueado não vender, não tem nenhum ganho, pois normalmente este tipo de franquia não exige um ponto comercial, o que acaba atraindo pessoas ainda mais vulneráveis que acabam se tornando vítimas mais fáceis de promessas de ganhos fáceis e rápidos.

 Será que contratos de franquias estão sendo equivocadamente utilizados em relação que deveriam ser de representação comercial?

 Aos que duvidam de como a indústria das franquias se tornou uma cilada para muitas pessoas que sonham em empreender e acabam comprometendo as economias de uma vida inteira, basta digitar nos buscadores: “Comprar Franquias Baratas”

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Gustavo Lucas tem 37 anos, é empreendedor, especialista em marketing digital e mentor de novos negócios. Aos 24 anos fundou a rede de lojas Animafest, de Fantasias e Artigos para Festas, vendida 10 anos depois, em 2016 para o grupo detentor das licenças da Disney e Marvel no Brasil para o segmento. Atualmente é Country Manager da CallPage no Brasil.

Telefone / Whatsapp (19) 9 8182.8838

Instagram: gustavolucas.oficial

Para casos de abuso de franqueadoras, e fracassos em franquias:

https://www.facebook.com/groups/cuidado.nao.abra.uma.franquia

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